Nutrição e Estética


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A valorização da beleza física vem sendo tratada de forma mais expressiva entre mulheres e cada vez mais os homens se inserem nesse processo com intuito de buscar melhorar muitas vezes o que já está bom (Pujol, 2011). As clínicas de estética cada vez mais estão em destaque no mercado, onde aparelhos sofisticados e cosméticos são instrumentos facilitadores em se falando de melhorar o perfil estético corporal e facial. Normalmente os clientes/pacientes buscam ajustes no peso, redução de celulites ou flacidez, perda de medidas corporais, redução de linhas de expressão ou rugas e clareamento da cor da pele dentre outros serviços.
O excesso de peso/obesidade com as chamadas gordurinhas localizadas ganha prioridade quando se trata de melhorar a autoestima. Vivemos numa sociedade onde cultuar o corpo simboliza ser aceito e a cada vez mais nos tornamos consumista. Pensando assim, reduzir o IMC (Índice de Massa Corporal) vai muito além de técnicas estéticas e de fato deverá se enquadrar num tratamento especializado, individualizado envolvendo os profissionais aos quais interagirão no processo saúde e bem estar.
Sendo o envelhecimento um processo natural e biológico, no qual ocorre várias reações fisiológicas e funcionais, mudanças no metabolismo celular e no estado nutricional, acarretando não só alterações na composição corporal, mas tornando-o mais vulnerável ao desenvolvimento de doenças crônicas (Oliveira, 2020), a nutrição com seus diversos nutrientes tem relação direta com o controle das desordens estéticas caracterizadas por rugas, flacidez, hiperpigmentação, espessamento e aspereza. Urasaki (2011) associa sedentarismo, alimentação inadequada, baixa hidratação, exposição solar e ausência de cuidados tópicos com agravos a saúde da pele.
A nutrição ao longo dos anos vem ganhando espaço no âmbito da longevidade e qualidade de vida. A alimentação saudável através de alimentos funcionais, ricos em nutrientes e compostos bioativos com funções específicas são direcionadas para melhorar o funcionamento corporal, controlar e evitar doenças bem como minimizar/retardar os efeitos causados pelo envelhecimento da pele. O fato é que somos o que comemos, digerimos, absorvemos, metabolizamos e excretamos. O profissional nutricionista cuja competência se expressa em associar o processo inflamatório ao qual o indivíduo apresenta, seja ele alteração ponderal, desordens corporal ou facial aos fatores ambientais, estruturais e constitucionais de cada um determinando uma conduta nutricional individualizada cujo objetivo deverá atingir respostas diferentes respeitando a individualidade bioquímica de cada indivíduo.
Destacamos o colágeno como sendo a proteína mais importante produzida pelo organismo, sendo o fibrilar, o mais abundante, responsável pela formação da estrutura da pele, sua morfologia e propriedades mecânicas como força tênsil e resistência. A perda do colágeno tem início na vida adulta e se intensifica a partir dos 40 anos podendo ter início entre 18 e 29 anos e por volta dos 80 anos a redução pode chegar a 75%. (Ferreira et al, 2020). Diante deste contexto, se faz necessário o aumento do consumo de suplementação de colágeno bem como a ingestão de nutrientes antioxidantes responsáveis pela produção endógena de colágeno tais como Vitamina C e Silício orgânico (Araújo e Campos, 2016; Magalhães et al 2019; Miranda, 2020; Medeiros et al, 2020). Citamos alguns alimentos ricos em colágeno (proteínas animais como carnes vermelhas e brancas e os tecidos cartilaginosos como os do pé de galinha), silício (beterraba, agrião, feijão verde, cenoura, espinafre, salsa, nabo, pimenta, repolho, tomate e couve-flor) e vitamina C (todas as frutas).
Outros nutrientes relacionados ao retardo do envelhecimento seriam os antioxidantes de uma forma generalizada que são responsáveis por manter o equilíbrio entre a produção e a neutralização de radicais livres, moléculas instáveis que se originam a partir de reações de óxido-redução que ocorrem no citoplasma, na mitocôndria e na membrana celular e que em excesso causam várias agressões celulares incluindo o processo de envelhecimento. (Freitas et al, 2020; Ferreira et al, 2020). As principais fontes de antioxidantes são encontradas nos vegetais como frutas, oleaginosas e legumes. Instituir como meta na nossa alimentação um aporte mais de vegetais somariam às técnicas utilizadas na área da estética.

Escrito por: Ana Sílvia Martins Dantas. Nutricionista especialista em Clínica Funcional, Nutrição Clínica e Fitoterapia Funcional.

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